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Teatro Kaus

CHUVAS DE ANJOS (2021)

Figurinos: Telumi Hellen Texto: Santiago Serrano Tradução: Vera Monteiro Direção: Reginaldo Nascimento Elenco: Amália Pereira e Vera Monteiro Direção Artística: Reginaldo Nascimento Iluminação: Vanderlei Conte Fotos: Aline Baracho Trilha sonora: Reginaldo Nascimento Produção: Kaus Produções Artísticas

PROCESSO

CONTRARREVOLUÇÃO (2018)
 

Cenografia: Reginaldo Nascimento e Telumi Hellen Figurino: Telumi Hellen Texto: Esteve Soler Tradução: Hugo Villavicenzio Diretor: Reginaldo Nascimento Elenco: Alessandro Hernandez, Amália Pereira, Vera Monteiro Trilha Sonora: eginaldo Nascimento Iluminação: Denilson Marques Orientação de movimento: Ipojucan Pereira Video arte: Trópico Filmes Produção de áudio: Cria Cuervos Voz em off: Evandro Neto Fotos: Fabíola Galvão e Esteve Soler Assessoria de imprensa: Amália Pereira Comunicação Visual: Elvis Zemenoi e Mau Machado Costureira: Salete André Silva e equipe Operação de som e vídeo: Carlos Favalli Operação de Luz: Rafael Casemiro Equipe de montagem: Fabio Jerônimo Realização: Teatro Kaus Cia. Experimental Produção: Kaus Produções Artísticas Fotos: Fabíola Galvão

PROCESSO

HYSTÉRICA PASSIO (2015)
 

Figurinos: Telumi Hellen Autora: Angélica Liddell Tradução: Aimar Labaki Direção: Reginaldo Nascimento Elenco: Alessandro Hernandez e Amália Pereira Cenografia: Reginaldo Nascimento Iluminação: Vanderlei Conte Cenotécnico: Fábio Jerônimo Costureira: Elisângela Dally e equipe Bordados: Sueliton E. Martins Sonoplastia: Reginaldo Nascimento Operação de som: Francisco Cruz Operação de luz: Teatro Kaus Assistentes de produção: Francisco Cruz, Joca Sanches, Reinaldo Fonseca, Simone Cardozo Treinamento de Bufão: Roberta Calza Fotos do Programa: Francisco Cruz Fotos: Fabíola Galvão Assessoria de Imprensa: Amália Pereira Produção Executiva: Alessandro Hernandez, Amália Pereira e Reginaldo Nascimento Realização: Teatro Kaus Cia Experimental Fotos: Fabíola Galvão e Francisco Cruz UM FIGURINO PARA HYSTÉRICA PASSIO - Telumi Hellen Um convite... Do Teatro Kaus Cia Experimental Abriu-se-me um espaço para adentrar e digerir o universo provocativo e transgressor da artista Angélica Liddell, cuja dramaturgia fomenta a nossa emoção visceral, sanguínea, das arestas obscuras e negras do ser humano, como a morte, o sexo, a violência, o poder e as loucuras, que se entrelaçam, gerando narrativas, e a poesia da violência visual em cena. A proposição do espaço cênico criada pelo diretor Reginaldo Nascimento traz a leitura de um manicômio, com uma jaula, um figurino suspenso, um manequim com figurino, uma vitrola e uma bicicleta infantil, em branco e pequenos pontos vermelhos. Foi um apontamento da linguagem que estava sendo pesquisada, que desencadeou a viagem do processo dos figurinos, juntamente com os experimentos e improvisações de clow terror, propostas pelos atores como os personagens Hipólito (filho) e Thora (mãe). Fomos gerando e fundindo a estatueta no espaço cênico, na encenação, com plasticidade das memórias como camadas de afeto nas estatuetas, sobreposições de tons de branco. O figurino suspenso de Senderovich, o pai inexistente, em uma dimensão agigantada, como marionete, é usada em momentos de loucura, autoridade, poder, acolhimento. No figurino do manequim temos um instante lúdico desse pai, alegórico e também temos o pai boneco, todos manipulados pelo filho Hipólito. As memórias das camadas que vêm formando os figurinos, trazem à tona uma carga do passado, com a fúria da encenação: o branco explícito, redundante em toda parte, desde o pai dentista Sendenovich, à mãe enfermeira Thora, que vive em conflito com o seu filho Hipólito, cria desse casal. Voam como mariposas brancas na cegueira, em busca de luz. O vermelho pinta as cenas progressivamente desvendando a dor, a explosão em cena, como gotas de sangue de petiscos de rosas, uma saia que se transforma em uma vulva, que engole, vomita e dança. Tragicômico, um mundo perverso na brancura de várias toneladas, onde tudo sangra. Como a violação da carne que reverbera no corpo e deixa marcas nele. Esse lugar foi impresso nos figurinos: o desconhecido, o amálgama, as sobreposições que se encontram já impressos em nossa vivência, gerando conflitos que renascem no aqui/agora. Um lugar desgastado, sórdido e mórbido em nossa memória. Com a força da interpretação de Alessandro Hernandez e Amália Pereira, o figurino transborda em cena, maquiando todo o cenário em conflito poético.